domingo, 11 de agosto de 2013

Moscou, 1821


diário de uma epilética:
o cara que eu amo tá me amando de volta.
é estranho.
é como se o abismo tivesse porta e o que sinto é maçaneta. tudo que toco é um pé na frente das botas que marcham.
tudo o que vejo é falta.
se o amor morre no asfalto,
o resto é rastro.
o caminho que nos escreve é repleto de linhas tortas,
de placas mortas, de sinais em branco.


#Enfatizes

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