Eu não estava pronta para lhe deixar ir, moço. Você apareceu num momento muito conturbado da minha vida, e cada minuto que eu passava ao seu lado parecia muito mais calmo apesar do meu coração disparado. Lembro bem da primeira vez que lhe vi, você estava de costas, eu lhe vi primeiro, isso sempre vai me ficar na memória, e mesmo sem ver seu rosto eu sabia que eu me apegaria demais a você. Você me fez bem demais, moço. Me alegrava com suas piadinhas (mesmo que fossem tão sem graça), me dava esperança. Eu tinha uma esperança cega em lhe amar (e ser correspondida), você parecia ser do tipo que me cuidaria tão bem. Mas o destino tem dessas coisas inesperadas e lhe tirou de mim. Em menos de um mês tive a impressão de viver contigo uma vida, e fiz planos para anos, e de repente você teve que ir. Tinha que ser, e em momento algum lhe pedi para ficar, era o seu futuro, e eu não tinha ainda o menor direito de interferir. Mas agora meu sorriso falha ao lembrar que você está longe, que ainda vai demorar tanto tempo para voltarmos a nos ver. Saiba que não era a minha intenção me apegar dessa forma, eu queria muito que fôssemos apenas amigos, mas você não colaborou, não é? Fez meu coração de bobo, me deixou boba, e saiu, e agora sequer liga para mim. Acho que afinal de contas você não merece tanta atenção da minha parte, mas acho que é tarde demais, tenho sérias dificuldades em desapaixonar.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Allax Garcia
“Eu quero você. Não importa como, nem o tempo que leve. Mas eu quero você. Quero crescer contigo. Quero aprender, te ensinar. Escrever a nossa história em forma de tatuagem, em um desenho lindo com sorrisos e suspiros. Que não sai, não muda, não se apaga.”
Mais um poema !
“Sofrer. Era o que eu queria. Fechar portas e janelas, deixar aquela luz de cinema baixinha no canto da sala e me focar em mim, no meu escuro e silêncio. Sofrer por você. Era o que eu queria naquele dia, e dane-se, dane-se que o telefone tocasse, que pudesse ser você, que o vizinho me achasse louca ou que as minhas amigas falassem que era depressão. Todos eles assistem televisão demais, e eu, querido, nunca fui a Camila Pitanga de nenhuma novela, nunca fui a mocinha que alguém corre atrás em qualquer aeroporto ou até num boteco de esquina. Eu nunca fui a mocinha que você salvaria. Eu quero sofrer vendo as suas fotos, sentindo o seu cheiro na camisa que ficou porque você dizia que também ficaria. Eu quero sofrer ouvindo a nossa música no último volume porque eu posso não ser a mocinha, mas ainda mereço uma trilha sonora. Eu quero sofrer olhando no sofá a mancha daquele molho que só você sabe fazer e nunca saiu dali e eu também não me importo, prefiro que fique assim. Eu quero sofrer olhando bilhetes bobos que você ia deixando pelos meus cadernos e papéis sempre abertos e espalhados pela casa, nem aí para importância do documento. Eu quero sofrer vendo o vídeo da nossa primeira viagem e arrancando lembranças passageiras da última. Eu quero sofrer olhando vestidos e mais vestidos de noiva na revista que você mesmo me deu e não ficou para me ajudar a escolher. Eu quero sofrer a perda, o fim, a porcaria do romance que alguém um santo dia disse que a gente precisa para viver. Eu precisava. Hoje, eu vivo sem romance. E vivo, quem explica? Hoje, eu sou a a falta e você a culpa. Ou vice-versa. Ou nada disso, mas é que fica bonito escrevendo assim e já que nós não somos mais bonitos nem em fotografias, que seja bonito pelo menos o meu desabafo. Hoje eu quero ser o chão e você a chuva. Eu a nuvem e o você o trovão. Eu o livro e você a página rasgada. Eu o som e você o disco quebrado. Eu quero sofrer para começar tudo outra vez amanhã. E se não for amanhã, que seja depois de amanhã, semana que vem, sei lá. Que seja na cama de outro ou sozinha na minha. Eu quero sofrer para te exterminar de vez. Será que nem me despedir em paz eu posso? Será que a gente não tem mais o direito nem de sofrer? Eu queria ser literatura e você escritor. Só assim a dor seria do dono. Em paz, claro.”
| — | Camila Costa |
Hugo Cavalcante
“Só queria que entendesse o motivo de querer você do meu lado, posso não ser aquilo que você espera, mas com você do meu lado posso me tornar uma pessoa até melhor do que você imagina.”
Se eu morrer, a culpa é sua.
Esse texto vêm com dedicatória logo no início. Não vou mentir que a inspiração não tem dono. Que a imaginação não tem bases reais. Não vou dizer mais que não gosto de ninguém. Parece que não sou tão insensível quanto pensei. As pessoas são muito piores do que eu. Sentir frio na barriga é horrível.. É horrível e ao mesmo tempo é uma delícia. Eu adorei todo o tempo que passei nervosa, me arrumando, me acalmando pra te ver. Adorei sonhar com você. Parecia que finalmente era minha vez de ser feliz. Só parecia. A realidade veio logo. O baque do ele não gosta de você. Não senti nada em primeiro momento mas agora, sinto tudo. Saudade, raiva, dor.. quem sabe até amor. Eu sinto mais do que queria. Eu sinto mais do que devia. Simplesmente não sei o que fazer com isso tudo. Desabar num texto não mudará nada. Contar tudo de uma vez pode magoar ainda mais. Esperar um contato está me matando. Essa história de gostar é mortal. Dúvidas cruéis e pontadas fortes no peito são os piores sintomas. Caso, não sobreviva, deixo esse texto em seu nome.
Aquebrantar
“Cá estou, e antes mesmo de dar um início significativo a isto digo-te que: caso não goste de frases piegas pare por aqui. Porém, se fores tão romântico e melancólico como sou, permaneça e lembre-se de seu amor. Aquele que causa o teu sorriso frouxo mesmo nas manhãs gélidas de domingo, que te acorda sorrindo e que te colocou para nanar. A razão de sua felicidade, o que te ama de verdade até o sol se apagar. O que deu seu nome a uma estrela, mesmo que tu se chames Raimunda, Edinaura ou Edimunda, e que não para de lhe olhar. Aquele com o sorriso acanhado, e que mesmo envergonhado afirme lhe amar.”
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Legião Urbana.
Ficaremos acordados
imaginando alguma solução. Pra que esse nosso egoísmo não destrua nossos
corações.
Wesley Soares. (via gratificar)
É realmente uma pena, você não ter conseguido amar meus defeitos,
assim como eu consegui amar os seus.
#enfatizes
Quem é Você, Alasca?
“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”
Gabito Nunes
“Nunca me dei o trabalho de me tornar alguém interessante e nem incrível. Eu sou médio, um ser muito do mais ou menos. Não sou um ingrediente essencial para a sociedade. É como se meu relógio-biológico tivesse um botão “foda-se”.”
Elisa Bartlett
Eu também tenho medo. Pode parecer que não, mas é que aprendi
ser assim. Criei uma personalidade capaz de enfrentar o mundo, que racionaliza
com facilidade perante os absurdos da vida. Eu aprendi a enfrentar a dor. Mas
te confesso, baby, foi a minha única saída. Caso contrário, tenho convicção,
não estaria mais aqui. Me desculpa por ser tão frio, me desculpa por ser tão
duro e ter a mania de dizer a verdade. Queria te pegar nos meus braços e falar
que tudo não passa de um pesadelo inoportuno, chorar uma tarde inteira,
recolher a tua dor trancafiando seu canto no horizonte de nossos olhos
risonhos. Pode ser que eu tenha me organizado tanto, sentimentalmente falando,
que minhas reações pareçam sair de uma caixa de seleções, mas eu lhe digo,
baby, tudo não passa de tentativas de me manter em pé, é tão somente um esforço
para avançar um único passo e seguir em frente. Eu também desmorono, meu
interior é repleto de convicções traiçoeiras e inoperantes. Meu intelecto
falha, me sinto em um labirinto emocional principalmente quando me deparo
comigo mesmo diante do espelho, maldito espelho, que sempre me entrega a alma
de mãos atadas. Eu queria poder lhe entregar o alívio, ser a tua rede a beira
mar ao entardecer, te aconchegar e te fazer dormir. Eu sou teimoso, calculista,
eu sempre digo às pessoas que não presto, sou muito triste e irremediavelmente
cruel com quem mais me ama, porque quando se trata de evitar a dor sou egoísta,
você sabe, meu livro atual de cabeceira é de Fernando Pessoa. De fato você
mudou a minha vida e com delicadeza catou cada pedaço do meu coração. Eles se
escondiam nas pontas dos dedos, você lembra? Você me provou que haveria uma
chance de sermos felizes. O problema é que sou feito de velhas páginas, sou um
livro velho pautado por velhas histórias, velhos sentimentos lotados de
discórdia. Sou poeta do mar, minhas raízes acumulam outras vidas que marcaram a
minha a ferro e fogo, são marcas que jamais poderão ser apagadas e que apesar
de presas ao fundo do oceano um dia se desprendem e vem boiar na minha
superfície, minha insanidade, minha doce e eterna amargura, minha completa
inaptidão para amar. Eu te confesso mais uma vez, tenho amor à vida, já conheci
a morte tão perto que aprendi a não me render tão facilmente frente a qualquer
obstáculo. Meu problema são as pessoas. Eu sinto muito por tudo, por você, por
mim, por esse meu jeito de ser. Sou imaculado, um ser sem extremidades, meus
pensamentos são pássaros feridos, minha liberdade um alçapão pra tudo que não
me é solto e revolto. Me despeço de ti, baby, sabendo que vou te deixar e que
jamais me deixarás, vou em direção ao meu destino, minha saudosa solidão, minha
paz, deixo contigo o melhor de mim, meu sorriso, minha esperança, minha fé,
minha doce ilusão, mas esta na minha hora, tenho que partir. Adeus meu encanto.
— Rio-doce.
Olha, eu nunca vi alguém ser tão dura com os sentimentos como
eu sou. Nunca vi alguém se doer tanto e, ainda assim, insistir numa frieza não
existente. Nunca vi alguém chorar de raiva, como eu choro. E nem escrever como
se as teclas estivessem sendo arrancadas uma a uma, tamanha a força aplicada.
Olha, eu nunca vi alguém se fechar tanto em si, como eu me fecho, com medo e um
pouco de vergonha, talvez, por tanta sensibilidade exaltada. Mas é isso, sim, é
isso. Minhas dores são tão grandes quanto as minhas alegrias. E as minhas
lágrimas são tão salgadas quanto meus sorrisos são doces. Eu desabo de ódio e
grito de amor. Os meus dias frios deixam os polos com inveja. Eu salto dos
andares existentes em mim, cada vez que sinto meu edifício desabar. Olha, eu
nunca vi alguém se jogar como eu me jogo. Depois, eu mesmo barro minha queda
livre porque minha coragem vai até 20 centímetros do chão. Eu nunca passo
disso, nunca. Eu interrogo as minhas dúvidas e brigo comigo por não saber
responder. Peço desculpas aos outros quando nem mesmo o erro é meu. Eu me rendo
sempre, porque a dureza não me acompanha quando levanto da cama e visto a roupa
de viver. Nunca vi alguém rir e chorar ao mesmo tempo, como faço na hora de
dormir. Nunca vi tanto rancor e amor misturados numa só solução que não
soluciona nada, não resolve problema algum. Olha, eu nunca vi tanto medo junto
com tanta coragem enroscada. Nunca vi tanta fé rodeada de “será?” como eu vejo
em mim. Mas é isso, mais ou menos isso, que sou. Um sorriso meio salgado, uma
queda meio equilibrada, uma dureza meio mole, uma coragem meio covarde, um
suspiro com falta de ar, um calor com pancadas de chuva no final da tarde. Um
acreditar meio duvidoso, uma vida meio morta, um céu azul que se enche de
nuvens em um instante. E apesar de, ainda que, além de, afora isso, contudo,
embora… não vou embora. Eu poderia me ver meio triste, meio instável, meio mal,
meio vazio. Mas eu prefiro me ver meio cheio. É isso, mais ou menos isso: nunca
vi um copo meio vazio tão cheio quanto o meu.
Autor desconhecido
“Vou te dizer o que sinto: sabe o que é você dormir pensando em alguém e
acordar com esse mesmo alguém na sua cabeça? Como se já não bastasse o meu
coração que acelera só quando falo contigo, tinha que dominar também os meus
pensamentos? E os meus ouvidos? Parece coligados com minha alma, todo bom som e
toda boa musica, me traz você. E os meus olhos, estes são deslumbrados por ti,
porque quando os fecho, o seu rosto é a única coisa que consigo ver, de um
jeito só meu, um jeito que tive que criar na tentativa de saciar a vontade de
te ter. Minha boca já nem mais me obedece, vive falando seu nome sem me deixar
perceber. E os meus lábios? Estes vivem na espera de encontrar os seus.”-
NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de
funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais
importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
_Carlos Drummond de Andrade
D C Monroe
Me deixa ali na esquina.
Sua voz me lembra a chuva. E saudade também. E é impressionante como as coisas
inúteis tem um grande poder sobre as pessoas, tipo chorar com uma musica ou
tentar esquecer alguém. Ou chorar tentando esquecer alguém ouvindo uma musica.
O fato é que as pessoas acreditam que o amor seja uma patologia sem cura. Freud
acreditava que amor é só uma paixão que age no psicológico criando uma imagem
idealizada (perfeita) de alguém. Com o tempo, essa imagem vai se fragmentando,
e você acaba enxergando defeitos que antes não percebera. E se o que sobrar for
o suficiente pra você continuar com essa pessoa com os defeitos que hoje você
enxerga e/ou tolera, o que sobra será o necessário pra um relacionamento
duradouro. Se não, acaba e começa tudo de novo, com outra pessoa. Grande filho
da puta.
Esquece essa história de amor. Esquece que tudo tem
que ser agora, e que o amanhã é algo que se vive no ontem. Ou esquece que eu
amo você e que você é tudo que sonhei numa noite mal dormida, e que a insônia
desde esse dia tem o seu nome. Gosto de dar seu nome às coisas que me fazem mal
ou, na melhor das hipóteses, me deixam sentado na cama vendo fotos antigas de
três horas atrás.
Mas quer saber, você
pode fazer tudo isso. Ou tirar minha roupa e aproveitar o banco detrás do carro
comigo. Ou me deixa ali na esquina.
Thamiris Dondóssola (via nevou)
Especulo diariamente sobre o gosto da realização. Eu ainda
não o senti e me sinto na obrigação de um dia experimentá-lo. Perdoe-me pela
excitação, mas não vejo a hora de poder dizer a qualquer um que queira saber
que consegui realizar absolutamente todos os meus sonhos.
Mayara Ferreiro (via princes-sa)
“E chegou com esse jeitinho de menino inocente me olhou de
repente me fez apaixonar. Eu estava magoada com coração machucado de tanto
levar pancadas, só foi você sorrir pra mim que eu esqueci de tudo, esqueci as
dores e acreditei que o amor dessa vez pudesse me fazer feliz. Você me me
encantou com essa maneira tímida e avassaladora de ser, ao mesmo tempo decidido
as vezes tão indeciso, de dizer coisas sinceras e me olhar como se enxergasse
minha alma.”
Não sei mais viver sem você, aqui.
“Minha vontade é de sair correndo atrás de você, e te trazer
pra mim. Mas eu não posso, e mesmo que pudesse não sei se faria. Eu sinto
sua falta, e mesmo que a sua ausência me machuque ficar aqui e esperar que você
volte parece ser a melhor opção. E se você não voltar? O que vai ser de mim? Eu não sei, não sei
mesmo. Claro que eu vou sobreviver, irei seguir em frente e deixar tudo para
trás, como já fiz uma ou duas vezes. Não vou chorar por você, não vou bater o
pé para que você fique, tampouco vou me revoltar com sua ida, pelo contrário.
Eu te entendo. Sei o quão deve ser difícil ficar ao meu lado, mas confesso que
eu acreditei quando você me disse que seria para sempre. Ingênua eu. Eu que
nunca fui muito de acreditar em promessas, cai no seu papinho de que você nunca
me deixaria. Realmente, eu fui uma enorme babaca em acreditar que seria para
sempre. Mas fazer o que? Eu te amei, amei você mais do que deveria ter amado.
Você foi o meu porto seguro, e bom, hoje já não sei como vai ser minha vida
daqui pra frente, sem você.”
Quanto mais eu me lembro, mais eu me afundo
A cena vem é volta, repentinamente é isso me mata, sim… me mata saber
que não lhe terei por mais nenhum segundo é que todos estes textos foram
clichês todo este tempo, que as tardes tristes de verão não voltaram por mais
triste que sejam. Quanto mais eu lembro, mais eu me afundo em você, teus
abraços, teus amassos, ainda me lembro do detalhe que você tinha nos olhos
verdeados meio azul, ainda me lembro dos seus poemas grandes e bem rimados.
Lembro-me do poema que me entregou a tempos atrás, de cada caso que ele tinha,
e de cada beijo que nos continha, é o teu cabelo liso\bagunçado. Quanto mais eu
me lembro, mais eu me afundo… naquilo que não quero me afundar, nas palavras
ditas um dia, nas que eu poderia ter dito mas tão tarde já é, sua casa fica a
mil anos daqui, teus abraços a milênios daqui, mas você, você sim ainda esta
aqui por mais que quanto mais eu me lembre de você, mais eu me afundo em você.
#nordestiana.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
— Gabito Nunes
“Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando
joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com
desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o
presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu
borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu?
A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca
esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu.”
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Cazuza em depoimento de 1989.
Arcádico
“
A minha fragilidade tá estampada nas minhas palavras que não existem mais. Eu me sinto tão distante da nossa galáxia vez ou outra que acabo me afundando em histórias fictícias mais digestíveis do que toda essa realidade. Vivo te escrevendo esses bilhetes aleatórios que você nem deve saber que existem. Mas eles existem de uma forma tão devastadora em mim. Eles me soltam. Retomam o meu ar em meio há tanta poluição no mundo e no meu coração. Eles me desvendam e vão direto para você. Sabe que as suas filosofias e vontades de entender a minha insanidade poderia até dar certo dessa vez? Mas eu não quero falar sobre isso hoje, hoje não. Amanhã em um futuro incerto talvez. Hoje eu quero te falar sobre as coisas que ficaram. Dessas coisas bonitas que faziam parte da nossa poesia diária, mas que hoje vivem escondidas nas minhas melhores memórias. E que eu não consigo transcrevê-las para o papel. Ah, desculpa! Eu sei que você esperava um efeito à la Chico Buarque nelas em mim, mas nada. Nada disso. Eu me tornei tão diferente que talvez você não me reconhecesse mais. Mas sei que me reconheceria de qualquer jeito. Por entre as minhas olheiras, minhas manhãs de mau humor, minhas palavras desgastadas e isso tudo que a minha vida acabou virando e tirando todas as minhas energias. Lembra da metáfora que você usava pra falar da vida? Pois é, pois é…
Quer saber mesmo a minha mais nova certeza corriqueira e efêmera?
Eu não tenho forças pra girar esse moinho mais.
”
Augusto Soares
“Porque parei de lhe escrever cartas? Bem, é uma questão fácil de se responder: cansei. Mas antes de explicar os motivos de tal, diga-me o motivo pelo qual deixou de amar-me, sim? Foi a minha antepadia pela solidão incoerente? Ou será o meu acúmulo de romantismo? Sei que não irá responder. É patético procurar respostas em finais tão sombrios quanto o nosso. E sobre as cartas, eu as escrevias com a maior dedicação e empenho do mundo, mas elas não tinham nem metade do valor para ti como tinham pra mim. Eu estava expondo meus sentimentos mais cruéis naqueles papéis sujos de uma alergia cansativa e promíscua. Você nunca entendeu que eu te ligava para acalentar a tua dor em meu coração e fazer com que passa-se por mais um obstáculo. Você nunca compreendeu a minha analogia sobre o amor. Nunca entendeu nada sobre mim.
No começo, as cartas, eram escritas para lhe demonstrar a saudade que exorbitava em cada batimento do meu frágil ser, mas depois elas foram sendo revigoradas; foram surgindo outros sentimentos. Os de culpa eram os piores. Transparecia para todos que eu estava perdendo o controle de meus atos. Num determinado dia, mandei minha mãe ir pra puta-que-te-pariu e trazer você de volta. Outra hora - pra tentar te tirar do meu coração -, fui plantar milho em pleno inverno de menos cinco graus. Estava perdendo a linha do meu raciocínio, como agora. Queria com esta carta, lhe demonstrar que não aprendi a viver sem você, mas eu tento. Não, não é o melhor pra mim, como pensas. É ruim. Quando você saiu pela porta de trás do meu peito, tive que quebrar metade do meu coração, pois a sala de festa sempre foi da gente. Eu tive que jogar fora todas as minhas vestes que usava contigo. Neste tempo, desaprendi a caminhar sob o relevo da noite; aparentemente, perco-me nestas avenidas lhe procurando. Meu oculista disse pra mim usar óculos, pois estava ficando cego. Pobre médico: não compreendi que minha cegueira é a falta do teu afeto. Eu estou me deteriorando, mas coloco um sorriso no rosto e engano a tua tristeza. Não quero lhe deixar triste, pois o mundo precisa ver este belo sorriso que tens. Você, precisa embelezar este caos que chamamos de “casa”. Eu tive que aprender averiguar todas as noites suas fotos para ver se, por algum instante, você não voltava para mim. Virei um guarda noturno, também. Vigiava você em cada rede social. Relia cada sms. Lembrava e chorava, cada lágrima que já deixei cair sob você. Para minha mãe, eu sou somente um menino alegre a procura da felicidade; mas na verdade, sou só alegre ao teu lado. Eu comecei a diagnosticar que quanto mais os dias passam, mais a dor do teu abandono grita dentro de mim. O mundo perdeu a graça para mim. Tive que aprender a viver num mundo preto e branco, sem você. Tive que averiguar minha rotina e encontrar alguma graça, mas (confesso), sem você, não tem graça alguma. Com o teu abandono, tive que aprender a viver sem mim. Eu sou tanto a gente que desaprendi a viver sem o teu chamego. Eu tive que aprender a viver com um abismo dentro de mim. Eu tive que aprender a ser mais uma estrela sem luz. Eu tive que me acostumar a viver numa escuridão perpétua e sem você. Você, sempre foi minha luz, e agora, encontro-me em trevas absolutas. Eu transformei-me num universo sem estrelas.”
Laranja Mecânica
“O dia era muito diferente da noite. A noite pertencia a mim e aos meus amigos e a todo o resto dos jovens, e os burgueses velhos espreitavam dentro de suas casas, bebendo das transmissões mundiais idiotas, mas o dia era dos velhos e sempre parecia ter mais policiais durante o dia também.”
| — | Laranja Mecânica |
domingo, 11 de agosto de 2013
Lucas Silveira (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)
Você olha pra suas fotos
antigas e não consegue se enxergar. Você lembra de frases ditas e atitudes
tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém. Você aprende que não há
amor que não acabe, doença que não cure, não há estrada sem fim. O caminho,
sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo. Basta
perceber que o seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma
estrada de duas mãos. De repente, você se sente cansado de tanto aprender
quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeado de gente que não
aprendeu porra nenhuma. Não te preocupa. Todos aprendem, cada um a seu tempo. O
problema é alguns demoram tanto que acabam morrendo antes da primeira aula.
Jorge e Matheus.
“E quando o sol chegar, a gente ama de novo, a gente liga pro povo. Fala que tá namorando, e casa semana que vem, deixa o povo falar o que é que tem? Eu quero ser lembrado com você, isso não é problema de ninguém.”
Anderson Babinski
“Sabe o que é. É que eu não gosto de partidas, nem de pensar nelas. Não gosto de saber antecipadamente que as pessoas vem, mas que uma hora ou outra o destino há de tirá-las de mim. É difícil se acostumar com as partidas, ainda mais quando elas são maioria entre as vindas. E mesmo que eu saiba que as pessoas irão partir, eu vou chorar, vou partir meu coração quantas vezes forem necessárias, mas não vou aprender. Vou continuar chorando por todos que prometeram ficar e não ficaram. Pois se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que, não importa o quão triste seja uma partida, viver sabendo que ninguém quer estar ao seu lado, nem que seja por um determinado tempo, mesmo que ela vá partir depois, pode ser mais triste ainda.”
É que ficar sem falar com você dói, e muito. (via bilkend)
— Ei? — Fala. — Tem certeza que não quer mais falar comigo? — Tenho. — Ok, tchau. (5min. depois) — Amor, você ta ai?
Beatriz, enredos poeticos. (via renasces)
Ele rap, ela rock. Ela pequena, ele alto. Ele na rua com os amigos, ela na escola. Ela nos livros, ele no skate. Ele calor, ela frio. Ela escreve, ele fala. Ele balada, ela disco. Ela extrovertida, ele fechado. Ele programas humorísticos, ela jornal. Ele moletom, ela short. Ela programa a dois, ele na galera. Ele tranquilo, ela marrenta. Ela teimosa, ele concordante. Ele ama, ah, e ela? Ela ama mais ainda.
#Enfatizes
Augusto Soares (via stars-s)
E eu desisti, igualmente a Tati Bernardi. Desisti de buscar algo maior que a minha própria compreensão. Desisti e isto foi a pior coisa que já saiu de minha boca. Desisti de lutar por guerras que o resultado é certo: derrota. Cansei. Cheguei ao meu limite. Eu desisti. O amor. A saudade. A tristeza. A solidão. Resolvi entregar-me por inteiro a que esta sociedade propõe e decreta. Desisti de ser eu mesmo. Quero ser modelado por tudo aquilo que transbordará o meu ser. Eu procurei seus olhos no meio a esta onda de desprezos. Busquei-te, mas não encontrei. Eu me perdi. E cansei de tentar encontrar-me. Desisti de procurar este ser que se perdeu nesta avenidas buscando-te. Desisti de tentar ser preenchido por este teu vazio. Desisti de ser alguém. Desisti de tudo e larguei tudo ao vento do relevo. O meu destino é a derrota e o ato de desistir só irá avançar o inevitável. Eu morrerei desistindo de sonhos que eram nossos. Eu desisti por você ou persisti por um amor que nunca existiu. Você nunca existiu e eu cansei de tentar te inventar. Desisto.
#Enfatizes
Tati Bernardi. (via cortejos)
A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber. Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama. Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspeção noturna. Mas isso não vai ficar assim. Ligo pra nossa amiga em comum. Ela não atende, afinal, são duas da manhã. Mando mensagem “me manda sua senha do Facebook agora ou vou ficar te ligando até amanhã cedo”. Ela manda a senha e um palavrão. Acesso. Vamos ver. Eu preciso saber. Eu preciso. Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas. Fotos, fotos. A única foto nova é o flyer de uma festa que eu fui e ele não estava. Nada. Jogo o nome dele no Google. Aparece uma foto dele alcoolizado dando entrevista em uma festa de mídia. Como é lindo. Tento o Twitter mas ele só escreve piada de político. Tento o Facebook, Twitter e blogs de amigos. Está ficando tarde. Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica. Estou retesadamente motivada e atenta. Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber.
São seis da manhã. Estou cansada. Coloco a música de quando você forçou a porta do quarto e entrou. Black Swan. Não sou boa de inglês como você, mas sei que é a história de algo que já começou fodido porque cresceu demais antes da hora, você que pegue um trem e suma daqui. Que bela música pra começar. Ok, agora estou chorando. Lembrei que eu me sentia tão viva com você me olhando bem sério e bem no fundo dos olhos e machucando meu braço. Sim, é definitivamente uma recaída e eu acabo de decidir que te amo mais que tudo no universo e que amanhã, ou hoje, porque já são sete e meia da manhã, vou resolver isso. Agora preciso dormir só um pouquinho. Volto pra cama. Coração disparado. Não tem posição na cama. O que eu faço? Não tô a fim de ler, não tô a fim de ver TV. Aquelas outras coisas que se faz pra acalmar tô com preguiça agora, minha imaginação está indo toda para traçar um plano para que eu descubra. Descubra o quê? Não sei, mas sei que algo está acontecendo, ou eu não estaria assim. Porque eu sinto quando ele está com alguém, sabe? Eu sinto. Sim! A cartomante!
Ligo pra Zuleide. Você atende hoje? Mas é domingo, Tati! Atende? Só se for por telefone. Tá bom, então joga aí: ele está com alguém? Mas Tati, você quer mesmo saber isso? Quero, mulher. Eu preciso saber. Joga aí: ele está com alguma puta? Tati, eu não posso perguntar isso pras cartas. Pergunta aí: ele tá com alguma piranhuda desgraçada vagabunda vaca dos infernos? Zuleide pede desculpas e desliga. Preciso do Lexapro mas ele acabou há semanas, igual meu amor. E agora, de repente, preciso tanto dos dois novamente. Você acha que ele está com alguém? Não sei, Tati, eu ainda tô dormindo, posso te ligar mais tarde? Você acha que ele está com alguém? E se estiver, Tati, quer ir ao cinema mais tarde? Você acha que ele está com alguém? Putz, sei lá, homem sempre tá comendo alguém né? Você acha que ele está com alguém? Tati, do jeito que ele gostava de você? Claro que não! Chega, chega. Preciso me acalmar. Pra que isso? Se ele estiver com alguém agora, e daí? Terminamos não terminamos? Ele e eu não temos nada a ver, certo? Decidimos que era melhor assim, certo? Eu não tava bem com ele e nem ele comigo, certo? Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta. [….] Qual o problema? Ok, eu posso morrer. Eu definitivamente posso morrer. Chega, vou acabar com essa palhaçada agora mesmo.Tomo banho, me visto, pego a bolsa, entro no carro. Considerando que ele não mora em São Paulo, não sei exatamente o que eu pretendo com isso. Mas me faz bem enganar o cérebro e fazer de conta que estou indo atrás da verdade. Na verdade vou só na casa de outro, preciso fazer qualquer coisa que não seja sofrer, mas não consigo. O outro não conhece Black Swan, não ri da história da Zuleide, não me aperta o braço.
Volto pra casa, destruída. Sinto tanto amor dentro de mim que posso explodir e bolhas de corações vermelhas atingiriam o Japão. Quase não consigo respirar. Chega, chega. Ligo pra ele. Ele não atende. Ligo de novo. Ele atende falando baixinho. Você está com alguém? Estou. Desligamos. Pronto, agora eu já sei. Depois de um final de semana inteiro de palpitacões, descargas de adrenalina, músicas, textos, amigos, danças, gritos, sensações, assuntos, choros, dores, vida. Agora eu já sei. O que eu nunca vou saber é porque faço tudo isso comigo só porque tenho tanto pavor do tédio. Era só isso o que eu precisava saber.
#enfatizes
A solidão é fria e bonita ao mesmo tempo, animicida.
Você diz que prefere ficar sozinho, mas lá no fundo se sente com medo de passar o resto de sua vida sem ter alguém ao lado. E cada dia, percebe que ao mesmo tempo que o silencio é bonito, também mata aos poucos.
#Enfatizes
Camila Costa.
Que o amor, acima de tudo, seja. Que não se precise implorar ou mendigar, embora todos os grandes amantes sejam ordinários mendigos. Que o seu caso de amor com o seu cachorro permita lambidas, latidos, sujeiras e pulos de saudade. Que o seu caso de amor com os seus melhores amigos exista através do tempo e dos perdões, cheio de confissões e cumplicidade do que não se podia fazer, mas entre amigos foi feito. Que o seu caso de amor com os familiares suporte saber sempre as partes obscuras do outro, mas lembrando-se de quem deu colo para chorar e proteger. Que o seu caso de amor com a balança seja bem humorado, cheio de doces e lasanhas após uma boa briga. Que o seu caso de amor com o espelho não acabe em sete anos de azar. Que o seu caso de amor consigo mesmo deixe de lado as partes avessas e menos feias do que você as imagina, mas não se deixe de lado. Que o seu caso de amor com a sua alma gêmea se confunda com paixão, encarne a loucura, assassine a saudade e acompanhe os dias tediosos. Que o amor trate de ser um belo e eterno caso.
#Enfatizes
Matheus Andrade.
Sendo mero realista, eu ainda te amo. Já fiz de tudo pra te esquecer. Conheci muitos outros caras, sai com a maioria. Mas te juro, de coração apertado, que nenhum me fez sentir alegria. Não aquela que eu sentia quando estava com você. Entende? Você me irritava pra caramba, mas ao mesmo tempo, me fazia tão bem quanto quem fosse ao paraíso. Não podia imaginar que alguém me trataria tão perfeitamente como você. Mas passou, acabou passando. Não somos mais o que conseguimos ser, e não passamos agora de simples conhecidos. Meu coração ainda é teu, mas minha mente perturbada faz questão de dizer que não. Não sei quem disse por aí que eu tava feliz sem você, mas eu tô mesmo. Não é aquela felicidade a dois, de como vivíamos, mas eu tô feliz. Não dizem que a lei da vida é seguir em frente? É isso que fiz a partir do momento que comecei a me sentir infeliz. Acho que devo te esclarecer também que eu nunca havia me entregue tanto pra alguém. Mas isso não importa. Nunca quis te perguntar se eu também fui especial na tua vida, mas se sua boca não disse, é porque a resposta é não. Mas isso passou, foi o de menos. O pior pra mim, foi saber, que enquanto você era prioridade, eu nunca deixei de ser opção.
#Enfatizes
Legião Urbana
Já me acostumei com a tua voz, com teu rosto e teu olhar. Me partiram em dois, e procuro agora o que é minha metade. Quando não estás aqui, sinto falta de mim mesmo. E sinto falta do meu corpo junto ao teu. Meu coração é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo. Quando não estás aqui, tenho medo de mim mesmo, e sinto falta do teu corpo junto ao meu. Vem depressa pra mim, que eu não sei esperar, já fizemos promessas demais. E já me acostumei com a tua voz, quando estou contigo estou em paz. Quando não estás aqui, meu espírito se perde, voa longe.
Igor Pires
amor também acaba, eu disse para papai. e às vezes é duro crer nisso, mas é tão tão verdade. às vezes amor passa depressa como aquela dorzinha na ponta do dedo e às vezes tende a ficar pra sempre sempre, mas isso também é raridade. eu acredito num tipo de amor passageiro que consome enquanto queima, enquanto o momento fica eternizado e as mãos ainda cedem ao mundo, ao vazio e ao tempo. amar exige tempo. amar rapidamente aquilo que não tem explicação e amar, principalmente, a lacuna que a vida vai chutando na nossa cara e a gente não percebe. amor também acaba porque acabamos como cigarros em alguma boca que se cansou de fumar a beleza do sentimento.
3Enfatizes
Floresinexatas.
Se você ouvisse cada lágrima minha, talvez diria que é o som mais triste que alguém cantou. Se você lesse os caminhos da minha mão notaria fácil que eles estão desencontrados, esperando pelos seus passos que sempre me guiam. Se você enxergasse minha crença no mundo, veria que eu sou cético quando o assunto é amor mas totalmente e perdidamente crente em você e no sentimento que suas mãos carregam, que seus lábios dizem, que sua voz ecoa. Se você sentisse minhas coragens pequenas e meus medos absurdos, talvez trocasse meus cantos, minha euforia e a minha tristeza pela sua quase-vida, pela sua quase-certeza sobre o que sinto.
#Enfatizesvisitemnotumblr .
Gabito Nunes.
E foi assim que me tornei um porcaria nenhuma na vida. Sem religião, sem partido político, sem time do coração, sem saber tocar plenamente um único instrumento musical. Tudo me enche o saco. Natais em família, festas noturnas, discussões de trânsito, entrevistas de emprego, fazer supermercado, sexo tântrico, banho de espuma, a música “The End” dos Doors, viajar de avião, montar prateleiras, sala de espera de oftalmologista, delivery de comida chinesa, qualquer graduação em comunicação ou marketing, tudo que demora mais de quinze minutos me enche o saco. Por isso eu nunca termino nada. Por isso eu não tenho coisa alguma. Por isso eu fiz nada. Nunca me dei o trabalho de me tornar alguém interessante e nem incrível. Eu sou médio, um ser muito do mais ou menos. Não sou um ingrediente essencial para a sociedade. É como se meu relógio-biológico tivesse um botão “foda-se”. Sei que é um clichê, e que as pessoas usam essa expressão pra tudo, mas se alguma coisa faz algum sentido é isso de “foda-se”.
Daniel Bovolento.
Amei sem saber que amava e amei consciente. Amei velado, baixinho, rasgando as cordas vocais por deixar ar demais entrar ao invés de deixar a voz sair. Amei num canto, abaixado, olhar baixo e com um tanto de tristeza no peito que nem dava pra saber que eu amava. Amei aos gritos, aos berros, do alto e sem usar elevador. Era amor de Bungee Jump mesmo. Amei usando escadas, num step by step cuidadoso e sem manual pra eletrodoméstico, sem certeza de funcionamento e sem garantia estendida. Amei com o dedo na tomada e sem usar calçado, sem roupa, sem óculos escuros ou creme anti-rugas. Amei de cara lavada também e, de vez em quando, amei mascarado.
#Enfatizes
Poematizei. (via persuadido)
Sorri, mesmo sem estar contente, sorri. É isso que fazemos quando as coisas ficam difíceis. Porque sorrisos, mesmo forçados, atraem sorrisos verdadeiros.
#enfatizes
Grey’s Anatomy.
Às vezes, precisamos de uma grande perda, para nos lembrarmos do que realmente importa. Às vezes, ficamos mais fortes. Mais sábios, e melhor preparados para o próximo desastre.
#Enfatizes
Caio Fernando Abreu.
Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas, se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha e tenho pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.
#Enfatizesimagens
he Big Bang Theory (via fraquear) #Enfatizes
Eu me sinto muito confortável quando estou com você. É surpreendente porque geralmente eu não me sinto confortável perto de… Bom, ninguém.
Esteban
Bom, hoje vou escrever sobre a minha incapacidade. Sou incapaz. Incapaz de perceber as coisas mais simples. Me ligo em detalhes esquisitos. Eu sou estranho. Minha mão não para de transpirar devido a uma indignação obtida minutos atrás. To indignado. Não gosto de certas intimidades. Não gosto de gente xeretando no que é meu. Viram? Eu sou incapaz. Incapaz de deixar isso passar desapercebido. Ah, ninguém sabe do que estou falando né? Não vou dizer. Sou incapaz de dizer o porquê. Ficaria envergonhado. Não gosto de intimidades. Não espero que alguém entenda o que eu escrevi aqui. E por favor, não me perguntem. Eu só queria auto-desabafar.
#Enfatizes
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