Eu não estava pronta para lhe deixar ir, moço. Você apareceu num momento muito conturbado da minha vida, e cada minuto que eu passava ao seu lado parecia muito mais calmo apesar do meu coração disparado. Lembro bem da primeira vez que lhe vi, você estava de costas, eu lhe vi primeiro, isso sempre vai me ficar na memória, e mesmo sem ver seu rosto eu sabia que eu me apegaria demais a você. Você me fez bem demais, moço. Me alegrava com suas piadinhas (mesmo que fossem tão sem graça), me dava esperança. Eu tinha uma esperança cega em lhe amar (e ser correspondida), você parecia ser do tipo que me cuidaria tão bem. Mas o destino tem dessas coisas inesperadas e lhe tirou de mim. Em menos de um mês tive a impressão de viver contigo uma vida, e fiz planos para anos, e de repente você teve que ir. Tinha que ser, e em momento algum lhe pedi para ficar, era o seu futuro, e eu não tinha ainda o menor direito de interferir. Mas agora meu sorriso falha ao lembrar que você está longe, que ainda vai demorar tanto tempo para voltarmos a nos ver. Saiba que não era a minha intenção me apegar dessa forma, eu queria muito que fôssemos apenas amigos, mas você não colaborou, não é? Fez meu coração de bobo, me deixou boba, e saiu, e agora sequer liga para mim. Acho que afinal de contas você não merece tanta atenção da minha parte, mas acho que é tarde demais, tenho sérias dificuldades em desapaixonar.
Romantismo
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Allax Garcia
“Eu quero você. Não importa como, nem o tempo que leve. Mas eu quero você. Quero crescer contigo. Quero aprender, te ensinar. Escrever a nossa história em forma de tatuagem, em um desenho lindo com sorrisos e suspiros. Que não sai, não muda, não se apaga.”
Mais um poema !
“Sofrer. Era o que eu queria. Fechar portas e janelas, deixar aquela luz de cinema baixinha no canto da sala e me focar em mim, no meu escuro e silêncio. Sofrer por você. Era o que eu queria naquele dia, e dane-se, dane-se que o telefone tocasse, que pudesse ser você, que o vizinho me achasse louca ou que as minhas amigas falassem que era depressão. Todos eles assistem televisão demais, e eu, querido, nunca fui a Camila Pitanga de nenhuma novela, nunca fui a mocinha que alguém corre atrás em qualquer aeroporto ou até num boteco de esquina. Eu nunca fui a mocinha que você salvaria. Eu quero sofrer vendo as suas fotos, sentindo o seu cheiro na camisa que ficou porque você dizia que também ficaria. Eu quero sofrer ouvindo a nossa música no último volume porque eu posso não ser a mocinha, mas ainda mereço uma trilha sonora. Eu quero sofrer olhando no sofá a mancha daquele molho que só você sabe fazer e nunca saiu dali e eu também não me importo, prefiro que fique assim. Eu quero sofrer olhando bilhetes bobos que você ia deixando pelos meus cadernos e papéis sempre abertos e espalhados pela casa, nem aí para importância do documento. Eu quero sofrer vendo o vídeo da nossa primeira viagem e arrancando lembranças passageiras da última. Eu quero sofrer olhando vestidos e mais vestidos de noiva na revista que você mesmo me deu e não ficou para me ajudar a escolher. Eu quero sofrer a perda, o fim, a porcaria do romance que alguém um santo dia disse que a gente precisa para viver. Eu precisava. Hoje, eu vivo sem romance. E vivo, quem explica? Hoje, eu sou a a falta e você a culpa. Ou vice-versa. Ou nada disso, mas é que fica bonito escrevendo assim e já que nós não somos mais bonitos nem em fotografias, que seja bonito pelo menos o meu desabafo. Hoje eu quero ser o chão e você a chuva. Eu a nuvem e o você o trovão. Eu o livro e você a página rasgada. Eu o som e você o disco quebrado. Eu quero sofrer para começar tudo outra vez amanhã. E se não for amanhã, que seja depois de amanhã, semana que vem, sei lá. Que seja na cama de outro ou sozinha na minha. Eu quero sofrer para te exterminar de vez. Será que nem me despedir em paz eu posso? Será que a gente não tem mais o direito nem de sofrer? Eu queria ser literatura e você escritor. Só assim a dor seria do dono. Em paz, claro.”
| — | Camila Costa |
Hugo Cavalcante
“Só queria que entendesse o motivo de querer você do meu lado, posso não ser aquilo que você espera, mas com você do meu lado posso me tornar uma pessoa até melhor do que você imagina.”
Se eu morrer, a culpa é sua.
Esse texto vêm com dedicatória logo no início. Não vou mentir que a inspiração não tem dono. Que a imaginação não tem bases reais. Não vou dizer mais que não gosto de ninguém. Parece que não sou tão insensível quanto pensei. As pessoas são muito piores do que eu. Sentir frio na barriga é horrível.. É horrível e ao mesmo tempo é uma delícia. Eu adorei todo o tempo que passei nervosa, me arrumando, me acalmando pra te ver. Adorei sonhar com você. Parecia que finalmente era minha vez de ser feliz. Só parecia. A realidade veio logo. O baque do ele não gosta de você. Não senti nada em primeiro momento mas agora, sinto tudo. Saudade, raiva, dor.. quem sabe até amor. Eu sinto mais do que queria. Eu sinto mais do que devia. Simplesmente não sei o que fazer com isso tudo. Desabar num texto não mudará nada. Contar tudo de uma vez pode magoar ainda mais. Esperar um contato está me matando. Essa história de gostar é mortal. Dúvidas cruéis e pontadas fortes no peito são os piores sintomas. Caso, não sobreviva, deixo esse texto em seu nome.
Aquebrantar
“Cá estou, e antes mesmo de dar um início significativo a isto digo-te que: caso não goste de frases piegas pare por aqui. Porém, se fores tão romântico e melancólico como sou, permaneça e lembre-se de seu amor. Aquele que causa o teu sorriso frouxo mesmo nas manhãs gélidas de domingo, que te acorda sorrindo e que te colocou para nanar. A razão de sua felicidade, o que te ama de verdade até o sol se apagar. O que deu seu nome a uma estrela, mesmo que tu se chames Raimunda, Edinaura ou Edimunda, e que não para de lhe olhar. Aquele com o sorriso acanhado, e que mesmo envergonhado afirme lhe amar.”
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Legião Urbana.
Ficaremos acordados
imaginando alguma solução. Pra que esse nosso egoísmo não destrua nossos
corações.
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